Nesta quinta-feira (9), as redes estadual e municipal de ensino do Rio de Janeiro enfrentam uma paralisação de 24 horas. O movimento, organizado pelo Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), busca mobilizar a categoria em torno de reivindicações históricas e urgentes, afetando o funcionamento de unidades escolares em diversas regiões do estado. As principais pautas de reivindicação incluem:
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Implementação do Piso Nacional do Magistério: Cobrança pelo cumprimento da lei federal que estabelece o valor mínimo salarial para os docentes.
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Piso para Funcionários Administrativos: Defesa de uma remuneração base justa também para os profissionais que atuam no suporte das escolas.
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Recomposição Salarial: Recuperação do poder de compra perdido ao longo dos últimos anos devido à inflação.
Dados levantados pelo Sepe em parceria com o DIEESE revelam a profundidade da crise financeira enfrentada pela categoria. Segundo o estudo, o acúmulo de perdas salariais entre março de 2019 e dezembro de 2025 chega a 19,40%.
A análise histórica é ainda mais alarmante quando o parâmetro de comparação é julho de 2014. Para que os salários atuais tivessem o mesmo poder de compra daquele período, seria necessário um reajuste imediato superior a 55%.
Como parte da estratégia de pressão sobre o governo estadual e a prefeitura da capital, os profissionais planejam realizar assembleias para decidir os rumos do movimento e organizar atos de protesto na região central do Rio de Janeiro ao longo do dia.
A categoria argumenta que o sucateamento salarial afeta diretamente a qualidade do ensino e a permanência dos profissionais na rede pública. O governo e a prefeitura ainda não apresentaram uma contraproposta formal que atenda integralmente às exigências apresentadas pelo sindicato para este ciclo de negociações.






