Brasília, 18 de julho de 2025 – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) conversou com a imprensa nesta sexta-feira (18) após a imposição de uma tornozeleira eletrônica, fruto de uma operação da Polícia Federal (PF). Em suas declarações, Bolsonaro classificou a ação como uma “suprema humilhação”, reiterou que nunca pensou em deixar o Brasil e expressou a expectativa por um julgamento técnico.
“Estou restrito a Brasília, com tornozeleira. Fizeram a busca e apreensão em casa. Pegaram R$ 7 mil reais e aproximadamente US$ 14 mil. Tudo devidamente com origem”, afirmou o ex-presidente, detalhando a operação em sua residência.
Bolsonaro voltou a defender que o “inquérito do golpe é político”, negando qualquer participação nos eventos de 8 de janeiro. “Nada de concreto existe ali. A própria PF não me botou no 8 de Janeiro. O PGR [Paulo Gonet] foi além do que viu no inquérito. Me botou no 8 de Janeiro. Mas não tem prova de nada. Um golpe do domingo, um golpe sem Forças Armadas, sem armas. Um golpe de festim”, declarou, questionando a base das acusações.
O ex-presidente enfatizou que espera um “julgamento técnico, e não político”, e manifestou seu descontentamento com as medidas cautelares impostas. “Nunca pensei em sair do Brasil. Nunca pensei em ir para uma embaixada, mas as cautelares são em função disso. Eu não posso me aproximar de embaixada. Eu tenho horário para ficar na rua e, no meu entender, objetiva uma suprema humilhação”, disse, visivelmente incomodado com as restrições.
Por fim, Bolsonaro também teceu comentários sobre a política externa brasileira, afirmando que o país “está cada vez mais se afastando de países de primeiro mundo”.






