Após 4 anos, Brasil deixa o Mapa da Fome da ONU novamente

Brasília, DF – O Brasil comemora um marco significativo na luta contra a insegurança alimentar: o país saiu do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas (ONU), após um período de quatro anos. O anúncio oficial foi feito pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) nesta segunda-feira, 28 de julho de 2025, durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares, em Adis Abeba, Etiópia.

Essa é a segunda vez que o Brasil alcança essa condição sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O país havia saído do mapa pela primeira vez em 2014, após 11 anos de políticas consistentes de combate à fome e à pobreza. No entanto, a partir do triênio 2018/2019/2020, o Brasil lamentavelmente retrocedeu e retornou à lista.

O que significa sair do Mapa da Fome?

Um país é incluído no Mapa da Fome da ONU quando mais de 2,5% de sua população sofre de subalimentação grave, ou seja, não tem acesso regular a alimentos em quantidade suficiente para uma vida saudável. O relatório da FAO divulga esses dados com base em médias trienais. No caso do Brasil, a média para o período 2022/2023/2024 ficou abaixo desse limite, justificando a retirada em 2025.

Políticas públicas e o retorno da segurança alimentar

A saída do Brasil do Mapa da Fome é atribuída a uma série de decisões políticas e ações coordenadas do governo federal. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, essa vitória é fruto do “Plano Brasil Sem Fome”, que integra mais de 80 ações e programas de diversos ministérios.

Entre as políticas que contribuíram para o resultado, destacam-se:

  1. Priorização da redução da pobreza e da insegurança alimentar grave, com a retirada de cerca de 24 milhões de pessoas dessa condição até o final de 2023.
  2. Estímulo à geração de emprego e renda e valorização do salário mínimo.
  3. Apoio à agricultura familiar, que garante a produção de alimentos para o consumo interno.
  4. Fortalecimento da alimentação escolar, assegurando refeições nutritivas para estudantes.
  5. Acesso à alimentação saudável e o fortalecimento do sistema de segurança alimentar e nutricional.

Apesar da conquista estatística, o governo e especialistas alertam que a luta contra a insegurança alimentar continua. Desafios como a desigualdade de renda, os preços dos alimentos e a existência de “desertos alimentares” ainda persistem e exigem políticas contínuas e focadas para garantir que todos os brasileiros tenham acesso a uma alimentação digna e adequada.

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