Um dado alarmante coloca o Noroeste Fluminense no centro das atenções da segurança pública nacional. De acordo com um levantamento realizado pelo portal Poder 360 com base nos dados de 2025, Itaperuna figura como a cidade mais violenta do estado do Rio de Janeiro e a 9ª mais violenta do país. O ranking utiliza como critério a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, permitindo a comparação direta entre cidades de diferentes tamanhos populacionais.
Com uma taxa de 54 homicídios por 100 mil habitantes, Itaperuna supera drasticamente a média da capital fluminense, que registrou 18 mortes na mesma proporção. Embora o Rio de Janeiro lidere em números absolutos (1.276 mortes devido ao tamanho de sua população), o risco estatístico de sofrer uma morte violenta em Itaperuna é hoje três vezes maior que na capital.
Panorama da violência no brasil (taxa por 100 mil habitantes):
| Posição | Município | Estado |
| 1º | Maranguape | Ceará |
| 2º | Maracanaú | Ceará |
| 3º | Caucaia | Ceará |
| … | … | … |
| 9º | Itaperuna | Rio de Janeiro |
| 10º | Jequié | Bahia |
Causas e impactos locais:
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Tráfico de Drogas: A escalada da violência em Itaperuna está diretamente ligada à disputa territorial entre facções criminosas que avançaram sobre o interior do estado nos últimos anos.
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Geografia do Crime: A localização estratégica da cidade, próxima às divisas com Minas Gerais e Espírito Santo, torna o município uma rota visada para o escoamento de ilícitos.
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Sensação de Insegurança: Os moradores relatam um aumento na frequência de confrontos armados e execuções, realidade que se confirmou logo nas primeiras semanas de 2026 com novos episódios de violência.
Resposta das autoridades
Os números evidenciam a necessidade urgente de uma revisão nas políticas de segurança para o interior fluminense. O comando do 29º BPM (Itaperuna) tem intensificado operações em bairros periféricos, mas os especialistas apontam que o combate ao crime na região exige maior investimento em inteligência e integração entre as polícias Civil, Militar e Federal para conter o avanço das estruturas criminosas que migraram da capital.






