Piloto da Latam e avó são presos em Congonhas por rede de exploração sexual infantil

Em uma operação de impacto realizada nesta segunda-feira (09), a Polícia Civil de São Paulo prendeu um piloto da companhia aérea Latam, de 60 anos, e uma mulher, de 55 anos, por envolvimento em uma rede de exploração sexual infantil. A prisão do piloto ocorreu dentro de uma aeronave no Aeroporto de Congonhas, pouco antes da decolagem, enquanto a mulher foi detida em outra frente da mesma ação.

As investigações apontam um cenário alarmante: o piloto teria pago uma quantia em dinheiro à mulher para “comprar” o acesso às próprias netas dela, três irmãs com idades de 10, 12 e 14 anos. De acordo com os investigadores, o homem é suspeito de integrar uma rede organizada que lucra e opera na exploração de menores, utilizando sua posição e recursos para facilitar os crimes.

Detalhes da investigação

A polícia chegou aos suspeitos após um monitoramento detalhado de transações financeiras e comunicações que indicavam a negociação das crianças. A avó das vítimas, que deveria ser a garantidora de sua proteção, teria agido como agenciadora das netas em troca de vantagens financeiras oferecidas pelo piloto.

  • Vítimas: Três meninas (10, 12 e 14 anos) que já foram encaminhadas para acolhimento e assistência psicológica.

  • Empresa: Em nota, a Latam afirmou que repudia veementemente qualquer crime e que está colaborando plenamente com as autoridades, ressaltando que a conduta pessoal de seus funcionários fora do ambiente de trabalho não reflete os valores da companhia.

  • Próximos passos: A Polícia Civil agora busca identificar outros possíveis integrantes dessa rede de exploração, tanto no estado de São Paulo quanto em outras regiões onde o piloto atuava.

Os presos devem responder por crimes de estupro de vulnerável, exploração sexual de crianças e adolescentes e associação criminosa. As penas somadas podem ultrapassar décadas de reclusão, dada a gravidade e a continuidade das violações.

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