Falar em crise ambiental e nos seus efeitos tão visíveis nos dias de hoje é mergulhar no mundo da complexidade do conhecimento e, portanto, na Era das Incertezas que domina as ciências hoje.
Assim, tentar compreender o problema e propor encaminhamentos para a sua solução não é algo nada fácil pois, além de toda a reflexão se deparar com processos históricos em que as ciências desembocaram num mar de desafios, temos como pano de fundo a questão política, que em tese nos levaria a pôr em prática o consenso advindo do mundo científico, independentemente dos conflitos de paradigmas.
Simplificando tudo e se alinhando a visão econômica de que, assim como o ser humano, a natureza não pode se constituir num óbice ao mundo dos negócios, a extrema direita, aqui representada pelo bolsonarismo, vai no dia-a-dia metendo os pés pelas mãos e propondo as coisas mais bizarras e loucas que poderíamos imaginar.
Num passado recente, no poder, a extrema direita brasileira, o bolsonarismo, queria que o mercado fizesse o que bem entendesse, sem que os custos e os mecanismos de fiscalização dos crimes ambientais pudessem ser discutidos seriamente, daí o crescimento exponencial do problema. E tudo isto tocado, à época, pelo Ricardo Sales que, a frente do Meio Ambiente, com o seu “passar a boiada”, simbolizou bem a questão, traduzida nos aumentos dos índices de desmatamento da Amazônia. As sequelas dessas ações, sem pé e sem cabeça, são notórias, como por exemplo, a tragédia que ocorreu no Rio Grande do Sul, em que os problemas assumiram dimensões mais do que visíveis trazendo uma gama de prejuízos que marcam a vida do povo gaúcho até o presente momento. Agora, na Espanha, outra tragédia ambiental com um expressivo número de humanos mortos. Nesse contexto no Brasil, aparecem os velhos personagens bolsonaristas com ideias anacrônicas e inaceitáveis para qualquer projeto de poder, inclusive o das próprias elites econômicas para, mais uma vez, querer nos idiotizar com suas sandices.
A vitória de Donald Trump nas eleições americanas desperta grandes preocupações ambientais em função de sua postura quanto as políticas ambientais atreladas a emissão de gases poluentes a fim de atender exigências do mercado estadunidense e sua base eleitoral.
Fica a pergunta: Será que estamos retornando ao mundo do obscurantismo marcante na idade média esquecendo da nossa herança iluminista?
Pensem nisso!






