Excesso de gigogas no Rio Pomba compromete captação de água na Cidade Nova

A concessionária Águas de Pádua emitiu um comunicado oficial para esclarecer as causas das interrupções no fornecimento de água que têm gerado reclamações e vídeos de indignação por parte de moradores do bairro Cidade Nova desde a última sexta-feira (13). Segundo a empresa, o principal entrave para a regularização do serviço é o acúmulo extraordinário de gigogas, também conhecidas como aguapés, que se desprenderam e formaram densos tapetes de vegetação na superfície do Rio Pomba, obstruindo diretamente os pontos de captação.

O problema técnico afeta tanto a Estação de Tratamento de Água (ETA) Cidade Nova quanto a ETA Principal. De acordo com a nota da concessionária divulgada no sábado (14), a quantidade de plantas aquáticas é tão volumosa que tem conseguido ultrapassar os sistemas de gradeamento e os crivos de proteção das bombas, o que reduz drasticamente o volume de água bruta que chega para o tratamento. Para solucionar o impasse, as equipes operacionais precisam realizar paradas emergenciais frequentes para efetuar a limpeza manual e mecânica dos equipamentos, o que resulta na queda de pressão e na falta de água nas torneiras dos consumidores.

Diante do impacto severo no bairro Cidade Nova, a empresa informou que mantém equipes mobilizadas para acelerar as intervenções e que está disponibilizando caminhões-pipa para atender prioritariamente as áreas mais afetadas e desabastecidas. A Águas de Pádua reforçou o pedido para que a população utilize a água de forma consciente e racional, evitando o desperdício em atividades não essenciais até que a vegetação no rio diminua e o sistema volte a operar em sua capacidade total. A previsão de normalização depende da velocidade da limpeza e da movimentação natural da massa vegetal no leito do Rio Pomba.

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