Que a vida é dinâmica, não resta qualquer dúvidas, mas, o passar dos anos vai nos fazendo experimentar situações que nos obriga a rever certas escolhas que fatalmente, nos apresenta consequências doloridas e uma das mais cruéis, é a decepção.
A psicologia nos ensina que a decepção é muito similar à frustração, ambas necessitam ser experimentadas de forma a promover o aprendizado e o crescimento do indivíduo. A decepção é inevitável na vida, porque ela é fruto da expectativa que criamos a respeito de alguma coisa, de algum acontecimento ou de alguém.
Quando assumimos as rédeas de nossas vidas, essa deveria ser a principal forma de aprendizado, para que, além das demais agruras que a vida nos oferece, bem que podíamos estar vacinados, mas o imponderável da vida, está justamente em colher os frutos de nossas escolas, ou seja, suas consequências.
Os mais antigos, bem que tentaram nos alertar, mas a ingenuidade, coisa que faz parte intrínseca da formação humana, nos proíbe e com o passar dos anos, vamos acumulando esses sentimentos, que como diria o sábio Adoniran Barboza, “mata mais que atropelamento de automóvel, mata mais, que bala de revólver”.
Depois de algum tempo, aprendemos a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.
Os se que se dizem cristão, geralmente nos púlpitos bradam que a Bíblia tem vários versículos que falam sobre decepção, como o Salmos 25:3, o Salmos 42:11, o 2 Coríntios 4:8-9 e o Filipenses 4:6-7, Salmos 25:3
“Sei que aquele que confia no Senhor nunca será decepcionado. Mas quem se revolta contra o Senhor sem motivo, esse sim será decepcionado!”
Salmos 42:11
O mínimo que deveríamos ter em mente é que não conhecemos as pessoas com quem vamos nos relacionando ao longo da vida, mas, se carregássemos um velho ditado da língua portuguesa, que alerta aos desavisados que “o fruto nunca cai longe da árvore”, que em outras palavras, quer dizer que somos apenas produtos de quem nos fez e não temos muito controle sobre isso. A questão é que quando as pessoas usam essa frase, ignoram a parte mais fundamental: a queda. Segundo a lógica desse ditado, o fruto cai toda vez, trazendo consigo, no caso dos humanos, a índole e o caráter de quem o gerou.
Não cair não é uma opção. Então, se o fruto precisa cair, a questão mais importante, é o que acontece quando ele atinge o chão. Ele cai sem nenhum arranhão? Ou é esmagado pelo impacto? Dois destinos completamente diferentes. Quando se pensa sobre isso, quem se importa com a proximidade da árvore ou o tipo de árvore que o gerou? O que realmente faz a diferença é como pousamos.
Outro ensinamento que deveria ser prioritário quando oferecemos guarida a terceiros, é lembrar outro ditado popular, o que afirma que “quem sai aos seus não degenera”. Essa máxima, não cansa de confirmar que sua remota ascendência está no Dr. João das Regras, o jurisconsulto lusitano que no século XIV arranjou uma legislação tão enrolada – a “Lei Mental”, que só servia mesmo para aumentar o patrimônio real.
Longe aqui de afirmar que só os frutos da tua árvore têm valor moral, com lealdade e gratidão, mas que serve de parâmetro para nossos sonhos, com certeza, até porque, não conhecemos a tal árvore que gerou os novos frutos que encontramos e protegemos ao longo da vida.
Porém, como dizem os mais sábios, nunca é tarde para aprendermos que, outro provérbio que nos alerta que “nem tudo que reluz é ouro. Que serve de alerta para que as pessoas não se deixem enganar por aparências, pois nem tudo o que parece é realmente aquilo que parece.
O Editor






