A população de Miracema, no Noroeste Fluminense, iniciou uma mobilização intensa nas redes sociais para manifestar indignação contra os valores das contas de água e esgoto aplicados pela concessionária Águas do Rio. O movimento, que ganhou força nesta quinta-feira (12), utiliza termos como “exploração” e “tarifas abusivas” para descrever o impacto financeiro nas famílias locais, comparando o custo de vida do município com o de regiões nobres da capital fluminense.
Os manifestantes questionam não apenas os preços praticados, mas também a qualidade do serviço oferecido, alegando que o fornecimento de um item de necessidade básica não deveria ser tratado como um produto de luxo. Em diversas publicações, moradores afirmam que o povo de Miracema não pode servir como “caixa eletrônico” para a concessionária e exigem uma revisão imediata na estrutura tarifária vigente no município.
Para facilitar a compreensão do que compõe os valores cobrados, é importante observar como o faturamento é estruturado pelas concessionárias no estado:
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Tarifa Mínima: Valor fixo cobrado pela disponibilidade da rede de água e esgoto, independentemente do consumo.
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Faixas de Consumo: O valor por metro cúbico aumenta conforme o volume de água utilizado pela residência.
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Taxa de Esgoto: Geralmente corresponde a 100% do valor do consumo de água, o que dobra o valor final da fatura.
A Águas do Rio, que assumiu os serviços de saneamento na região após o leilão da CEDAE, tem sido alvo de críticas semelhantes em outras cidades do interior, onde o reajuste tarifário pesou no orçamento de populações de menor renda. Até o momento, a concessionária não emitiu uma nota específica sobre o protesto em Miracema, mas costuma justificar os valores com base nos investimentos em infraestrutura e nos contratos de concessão assinados com o Governo do Estado.






