A logística brasileira enfrenta uma ameaça real de interrupção a partir desta quinta-feira, 19 de março. O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, o Chorão, confirmou que a categoria está em estado de alerta e pronta para iniciar uma paralisação nacional. Segundo a liderança, a mobilização ganhou força após a Petrobras anunciar um novo reajuste no preço do óleo diesel, invalidando, na visão dos motoristas, o pacote de medidas recentemente apresentado pelo Governo Federal para conter a alta dos combustíveis.
Chorão destacou que o sentimento de insatisfação é generalizado, afirmando que cerca de 95% das entidades representativas da categoria compartilham do mesmo posicionamento. O líder comparou o cenário atual com a histórica greve de 2018, que paralisou o país e causou desabastecimento em diversos setores, alertando que as negociações com o governo Lula chegaram a um ponto crítico.
1. Pautas da Categoria
As principais reivindicações dos caminhoneiros que sustentam a ameaça de greve incluem:
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Custo do Diesel: Revisão da política de preços e dos reajustes sucessivos.
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Piso Mínimo de Frete: Cumprimento rigoroso e atualização da planilha de custos operacionais.
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Isenção para Caminhão Vazio: Manutenção e ampliação da isenção de pedágio sobre o eixo suspenso quando o veículo não estiver carregado.
O movimento coloca uma pressão direta sobre o Palácio do Planalto, uma vez que qualquer interrupção no transporte rodoviário tem potencial para elevar rapidamente os índices de inflação e comprometer o abastecimento de itens essenciais em todo o território nacional.






