Em meio à forte instabilidade nos preços do petróleo e ao risco de desabastecimento de diesel, o Governo Federal avalia o retorno da Petrobras ao setor de distribuição de combustíveis. A possibilidade foi confirmada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, durante coletiva de imprensa, sinalizando uma tentativa de recuperar o controle sobre as referências de preços no mercado interno, hoje dominado por empresas privadas após a privatização da antiga BR Distribuidora (atual Vibra Energia) em 2019.
Segundo o ministro, a ausência de uma distribuidora estatal retira do governo uma ferramenta de balizamento, o que teria aberto espaço para práticas abusivas de preços em diversas capitais. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, reforçou a crítica, classificando a venda da subsidiária como um erro estratégico para a soberania nacional.
Contexto de Urgência
A discussão ganha força no momento em que o diesel subiu 25% e a gasolina atingiu marcas históricas em cidades como São Fidélis (R$ 7,46). Com o setor de transporte alertando para desabastecimento e o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, buscando saídas fiscais, a reestatização da distribuição surge como uma aposta política de longo prazo para tentar estabilizar o custo de vida da população.






