Passado mais de um mês da devastadora enchente que atingiu Ubá nos dias 23 e 24 de fevereiro de 2026, a lentidão no processo de reconstrução tem sido alvo de intensas críticas por parte da população. O cenário em diversos bairros ainda é de destruição: ruas esburacadas, calçadas cedendo, pontes com estruturas comprometidas e semáforos inoperantes, o que eleva a insegurança para pedestres e motoristas. Vias cruciais para a mobilidade urbana, como a Avenida Cristiano Roças, permanecem interditadas, agravando os transtornos diários.
A principal queixa dos residentes é a aparente escassez de maquinário e frentes de trabalho nas áreas mais afetadas. Para muitos, a recuperação da infraestrutura não acompanha a urgência imposta pelos prejuízos da tragédia. Diante do descontentamento, a Prefeitura de Ubá utilizou suas redes sociais para detalhar o fluxo de liberação de verbas e os trâmites burocráticos envolvidos na execução das obras. Segundo o balanço oficial da administração municipal, foram encaminhadas 49 solicitações de recursos que, somadas, ultrapassam os R$ 63 milhões. Até o momento, o cenário financeiro apresenta os seguintes números:
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R$ 30 milhões: Valor previsto em portarias já publicadas.
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R$ 17 milhões: Montante efetivamente depositado nas contas do município.
A prefeitura assegura que todos os valores recebidos já passaram pelo processo de licitação e encontram-se em fase final de contratação, enfatizando que não há recursos ociosos. No entanto, a gestão ressaltou que a execução prática das melhorias depende de etapas obrigatórias de fiscalização, que incluem análises técnicas, elaboração de projetos complexos e a formalização dos contratos, processos que impedem o início imediato de todas as frentes de obra simultaneamente.






