O Brasil possui atualmente cerca de 55 milhões de crianças e adolescentes com menos de 18 anos. Somente nos quatro primeiros meses de 2026, foram registradas 115.814 denúncias de violações de direitos desse público, segundo dados apresentados durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal.
A maior parte das vítimas é do sexo feminino, e a residência onde vivem a vítima e o agressor continua sendo o principal local das ocorrências. Crianças entre 4 e 8 anos estão entre as mais afetadas, embora os casos alcancem todas as faixas etárias.
Durante o debate, especialistas alertaram que os números oficiais representam apenas uma pequena parcela da realidade. O abuso sexual aparece como a principal forma de violência registrada, seguido por agressões físicas, psicológicas, negligência e exploração sexual.
Representantes de órgãos públicos destacaram a necessidade de atuação integrada entre governos, conselhos tutelares, escolas, assistência social, forças de segurança e demais instituições responsáveis pela proteção de crianças e adolescentes.
Entre os desafios apontados estão o combate à violência no ambiente digital, o fortalecimento das campanhas de conscientização, a ampliação da rede de atendimento às vítimas e a criação de políticas públicas mais eficazes para prevenção e enfrentamento dos casos.
A audiência integra o processo de avaliação do Plano Nacional de Enfrentamento da Violência contra Crianças e Adolescentes, que busca fortalecer ações de proteção e garantir mais segurança para crianças e jovens em todo o país.






