O Supremo Tribunal Federal (STF) enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que prevê um aumento salarial para os servidores dos tribunais da União. A proposta é um reajuste escalonado de quase 26% no total.
O aumento será dividido em três parcelas de 8% cada, com aplicação cumulativa, nos seguintes anos:
- 1º de julho de 2026
- 1º de julho de 2027
- 1º de julho de 2028
Com a aprovação do projeto, os salários-base seriam reajustados para os seguintes valores:

O STF destacou que o reajuste visa valorizar os servidores, garantir melhores condições de trabalho e manter a atratividade da carreira no serviço público.
Percepção de privilégio
Muitos cidadãos, que vivem em um cenário de alta inflação, desemprego e salários que não acompanham o aumento do custo de vida, veem o serviço público, especialmente em carreiras do Judiciário, como uma área de privilégios. A aprovação de reajustes altos, mesmo que justificados, contrasta com a realidade da maioria dos trabalhadores do setor privado, que têm dificuldade em conseguir aumentos e, muitas vezes, enfrentam a precarização do emprego.
A população, em geral, paga impostos e teme que a máquina pública aumente ainda mais os gastos, o que pode resultar em menos dinheiro para investir em serviços essenciais como saúde, segurança e educação. A crise fiscal de estados e municípios, como a do Rio de Janeiro, deixa a população ainda mais atenta e preocupada com qualquer medida que aumente as despesas do governo, especialmente as que se referem a salários.
Uma das maiores críticas é a percepção de que esses reajustes não estão diretamente ligados ao desempenho ou à produtividade do setor público. Em contraste, a maioria dos trabalhadores do setor privado tem seus aumentos salariais atrelados ao desempenho da empresa ou a negociações coletivas que muitas vezes não chegam aos valores desejados.
Em resumo, o que leva a população a ver com maus olhos esses reajustes é a sensação de que há uma falta de igualdade no tratamento entre os salários do setor público e do privado, aliada ao medo de que esses aumentos sobrecarreguem o orçamento do país, resultando em menos serviços de qualidade para todos.






