O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou que o desembargador Ricardo Couto de Castro permaneça no cargo de governador em exercício do Rio de Janeiro até que a Corte finalize o julgamento sobre as regras da eleição para o mandato-tampão. A decisão foi tomada em resposta a um pedido do Partido Social Democrático, que manifestou preocupação com a instabilidade política gerada pela tentativa da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de empossar o deputado estadual Douglas Ruas como chefe interino do Executivo fluminense.
A controvérsia central envolve a ordem da linha sucessória estabelecida pela Constituição Estadual, já que a Alerj defende que o presidente da Casa Legislativa deve assumir o governo antes do presidente do Tribunal de Justiça. No entanto, o ministro Zanin entendeu ser prudente manter a configuração atual enquanto o tema é analisado juridicamente pelo Supremo. O cenário político no estado enfrenta ainda outro desafio jurídico, uma vez que o Partido Democrático Trabalhista questiona a validade da eleição para a presidência da Assembleia, alegando que a votação deveria ter ocorrido de forma secreta. Com a manutenção da liminar, o comando do estado segue sob a responsabilidade do Judiciário até uma definição definitiva do tribunal.






