Pesquisadores do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre (RS), anunciaram em 12 de outubro de 2025 o desenvolvimento da primeira polipílula brasileira com potencial para reduzir o risco de Acidente Vascular Cerebral (AVC) e demência. O projeto foi conduzido em parceria com o Ministério da Saúde, por meio do Proadi-SUS.
Composição e Resultados
A nova pílula combina dois anti-hipertensivos e uma estatina, agindo simultaneamente no controle da pressão arterial e do colesterol.
Nos testes iniciais, realizados com voluntários de risco baixo a moderado (grupo responsável por cerca de 80% dos casos de AVC no Brasil), o medicamento conseguiu reduzir em média 10 mmHg da pressão sistólica em apenas nove meses de uso.
Tecnologia e Próximas Etapas
O estudo também utilizou o aplicativo Riscômetro de AVC, que auxiliou 82% dos participantes a identificar seus fatores de risco e 71% a modificar hábitos de vida. Os pesquisadores observaram que a combinação da pílula com o aplicativo potencializou os resultados.
Segundo o coordenador do estudo, Dr. André Silva, o projeto é “um marco histórico na prevenção de doenças que mais afetam o cérebro e o coração”.
A equipe planeja que, após novas fases de testes e aprovação da Anvisa, a polipílula possa ser oferecida futuramente pelo SUS, o que tornará o tratamento acessível e deverá reduzir os custos com internações e sequelas. A próxima etapa da pesquisa envolverá oito mil voluntários em todo o país ao longo de três anos.






