Preço dos combustíveis e do gás de cozinha sobe em janeiro devido a reajuste no ICMS

O ano de 2026 terá início com um novo peso no orçamento dos brasileiros. A partir de 1º de janeiro, entra em vigor o reajuste das alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis e gás de cozinha, aprovado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

A medida impactará diretamente o preço final nas bombas e nas distribuidoras de todo o país. A estimativa é de que a gasolina suba, em média, R$ 0,10 por litro, enquanto o diesel terá um acréscimo de R$ 0,05. O gás de cozinha (GLP) também ficará mais caro, com um aumento projetado de R$ 1,05 por botijão de 13 quilos.

Mudanças nas alíquotas

Os novos valores foram estabelecidos pelos Convênios ICMS 112 e 113/2025. Confira como fica a tributação fixa por unidade de medida:

  • Gasolina: O imposto sobe de R$ 1,47 para R$ 1,57 por litro (alta de 6,8%).

  • Diesel: A taxa passa de R$ 1,12 para R$ 1,17 por litro (aumento de 4,5%).

  • GLP e GNL: O valor por quilo sobe de R$ 1,39 para R$ 1,47 (reajuste de 5,8%).

Como o mercado de combustíveis no Brasil é livre, cabe aos postos decidir como esse aumento será repassado ao consumidor final, mas a tendência é que o reajuste seja aplicado integralmente já nos primeiros dias do ano.

Impacto na inflação e nos alimentos

Especialistas em economia alertam que o reflexo desse aumento vai além dos postos de gasolina. O reajuste do diesel é visto com especial preocupação, pois cerca de 63% das mercadorias no país circulam pelo modal rodoviário.

O aumento nos custos de transporte tende a gerar um efeito cascata em diversos setores:

  • Fretes: Aumento imediato no valor do transporte de cargas.

  • Alimentos: Repasse do custo logístico para o preço dos produtos nos supermercados.

  • Serviços: Pressão inflacionária sobre serviços que dependem de mobilidade ou entrega.

Este é o primeiro grande ajuste tributário de 2026, ocorrendo em um momento em que a inflação já é monitorada de perto pelo Banco Central.

Fonte: Serra News.

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