O verão de 2026 deve ser marcado por temperaturas elevadas e um volume de chuvas inferior à média histórica em toda a região Sudeste. Segundo o relatório trimestral do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o cenário atual de onda de calor — que já elevou os termômetros a 5 °C acima do esperado — serve como um indicativo do que esperar para os próximos meses.
Nesta sexta-feira (26), o Inmet agravou a classificação do alerta meteorológico de “Perigo” para “Grande Perigo”, reforçando os riscos para a saúde pública e para o setor agrícola.
Déficit de chuvas e impacto regional
A previsão aponta para um trimestre seco, com o predomínio de acumulados de chuva que podem ficar até 100 mm abaixo da média em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Os impactos mais severos em termos de falta de água devem ocorrer em território mineiro, especificamente nas seguintes áreas:
-
Zona da Mata e Vale do Rio Doce.
-
Região Metropolitana de Belo Horizonte.
No Rio de Janeiro e no Espírito Santo, a tendência é que as chuvas ocorram de forma isolada e com menor frequência, o que pode pressionar o nível dos reservatórios e o abastecimento de energia elétrica.
Temperaturas e previsões para o nordeste
Além da estiagem, o Inmet destaca que as temperaturas médias no Sudeste devem se manter 1 °C acima da normalidade. O Nordeste brasileiro enfrentará um cenário semelhante, com sol forte e chuvas abaixo do esperado para o período.
De acordo com os meteorologistas, esse padrão climático é influenciado por bloqueios atmosféricos que dificultam a chegada de frentes frias, mantendo as massas de ar quente estacionadas sobre o continente.
Orientações para o período
Com o sol mais intenso e a umidade do ar reduzida, as autoridades recomendam:
-
Monitoramento do Consumo: Economizar água e energia para evitar crises de desabastecimento.
-
Cuidados com a Saúde: Reforçar a hidratação e evitar atividades ao ar livre nos horários de pico de calor.
-
Prevenção a Queimadas: O tempo seco favorece o surgimento de focos de incêndio em áreas de vegetação.
Fonte: Serra News.
Foto: Laura Mansur.






