Estado do RJ abre processo seletivo para 1.750 professores temporários

A Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc RJ) oficializou, nesta semana, a abertura de um processo seletivo simplificado para a contratação de até 1.750 professores temporários. O edital, publicado no Diário Oficial na segunda-feira (19), visa suprir a demanda da rede estadual de ensino para os anos letivos de 2026 e 2027, abrangendo os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e o Ensino Médio.

As inscrições já estão disponíveis e podem ser realizadas eletronicamente até o dia 30 de novembro de 2026. Diferente de concursos tradicionais, a seleção será composta por uma etapa única de análise de títulos e experiência profissional como regente de turma. Os contratos terão validade de até dois anos, com possibilidade de prorrogação conforme a necessidade da administração pública.

Detalhes das vagas e remuneração:

De acordo com o edital vigente, os vencimentos variam conforme a carga horária e a categoria docente:

Cargo Carga Horária Remuneração Bruta
Professor Docente I 18 horas semanais R$ 2.190,50
Professor Docente II 22 horas semanais R$ 2.677,27
Professor Docente I 30 horas semanais R$ 3.650,83

Informações importantes para candidatos:

  • Inscrições: Devem ser feitas exclusivamente pelo site oficial: contratotemporario.educacao.rj.gov.br.

  • Distribuição: A maior parte das vagas (1.500) é destinada ao cargo de Docente I (18h) para os anos finais do Fundamental e Médio. Há também reservas específicas para unidades prisionais, socioeducativas e escolas indígenas.

  • Critério de Seleção: Pontuação baseada em diplomas de graduação, pós-graduação (lato e stricto sensu) e tempo de serviço comprovado em sala de aula.

  • Reabertura: O edital prevê uma nova janela de inscrições para o cadastro de reserva entre 1º de fevereiro e 30 de novembro de 2027.

O movimento ocorre em um momento de pressão por parte de sindicatos, como o SEPE-RJ, que reivindicam a realização de concursos para cargos efetivos, alegando que a contratação temporária precariza o vínculo docente. No entanto, o estado justifica a medida como essencial para garantir que nenhuma turma fique sem professor no início do calendário escolar de 2026.

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