Uma mobilização popular na Câmara Municipal de Miracema marcou a última semana, com moradores cobrando providências sobre a crise no saneamento básico da cidade. A principal queixa da população gira em torno da legalidade do contrato com a concessionária Águas do Rio. Segundo os denunciantes, a concessão teria desrespeitado a Lei Municipal nº 1.911/20, que proíbe o município de firmar “gestão associada” com o estado do Rio de Janeiro para serviços de saneamento, o que incluiria a atuação da CEDAE e da agência reguladora Agenersa.
Além do embate jurídico, os moradores relatam problemas críticos no dia a dia. As reclamações envolvem interrupções constantes no abastecimento e, principalmente, a precariedade da água que chega às residências. Relatos apontam que o líquido apresenta coloração amarelada e odor forte, tornando-o impróprio para o consumo humano e colocando em risco a saúde pública local.
A deputada estadual Célia Jordão assumiu a frente da demanda e já acionou formalmente a Agenersa. No ofício, a parlamentar exige uma fiscalização rigorosa sobre a qualidade do serviço prestado pela Águas do Rio em Miracema. Célia destacou que o volume de reclamações recebidas em seu gabinete regional comprova a urgência de uma solução definitiva para o problema.
A parlamentar reforçou que, sem a formalização das queixas nos órgãos reguladores, as ferramentas de punição e correção do contrato tornam-se limitadas, sendo essencial a participação ativa da comunidade nos canais de ouvidoria.






