As universidades federais brasileiras expressaram profunda preocupação com o orçamento previsto para 2025, que consideram insuficiente, agravado por um decreto recente do governo federal que impõe restrições à liberação de recursos. A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) alerta para o impacto negativo dessas medidas nas atividades das 69 universidades federais e dois centros federais de educação tecnológica do país.
Segundo a Andifes, o orçamento inicial, já considerado inadequado, sofreu cortes durante a aprovação da Lei Orçamentária Anual (LOA) pelo Congresso Nacional. A situação se deteriorou ainda mais com a publicação do Decreto nº 12.448, de 30 de abril, que define a programação orçamentária e financeira do governo federal para 2025.
O decreto estabelece que, dos R$ 33,9 bilhões destinados às universidades, o Ministério da Educação (MEC) só poderá empenhar despesas primárias discricionárias até o limite de R$ 21,4 bilhões até novembro, liberando o restante apenas em dezembro. Essa restrição limita a execução orçamentária mensal das universidades, comprometendo o funcionamento e os investimentos em pesquisa e ensino.
Crime contra o Patrimônio Público
Em paralelo à crise orçamentária, o campus da Universidade Federal Fluminense (UFF) em Campos amanheceu pichado nesta sexta-feira (16). Estudantes relataram que uma oficina de pichação, promovida pelo Movimento por uma Universidade Popular (MUP), teria saído de controle, resultando em pichações em diversas áreas do campus. A direção da unidade divulgou nota repudiando a ação, enfatizando a importância da preservação do espaço público universitário.
A combinação da crise orçamentária com os atos de vandalismo no campus da UFF em Campos acentua os desafios enfrentados pelas universidades federais, que buscam garantir a qualidade do ensino e a manutenção de suas atividades em meio a um cenário de restrições financeiras e tensões internas.
Foto by Folha 1.






