Por conta do calor extremo nesta semana, as aulas foram suspensas no turno da manhã e da tarde no Colégio Estadual Frei Tomás, no Centro, e reduzidas no Colégio Estadual Jaime Queiroz de Souza, no distrito de Portela. Nesta segunda-feira (17), quando as máximas ficaram próximas dos 40°C, ao menos nove alunos passaram mal nessas duas unidades de ensino.
No caso do Frei Tomás, as aulas foram suspensas nesta terça-feira (18) e quarta-feira (19) nos turnos da manhã e da tarde, apenas seguirá normal no período noturno. O atendimento ao público também segue normal. Quinze salas não são climatizadas, afetando 432 alunos. Por conta de não haver climatização, quatro alunas passaram mal.
Já no Jaime Queiroz cinco estudantes se queixaram de mal-estar. A mãe de uma das alunas chegou a relatar que a filha apresentava a temperatura corporal muito alta. Por isso, a direção optou por reduzir as aulas. O colégio também não é climatizado.
Primeiramente, foi informado que a fiação elétrica da instituição era antiga. Em seguida, o diretor providenciou a substituição completa do sistema elétrico para viabilizar a instalação de aparelhos de ar-condicionado. Posteriormente, relatou-se a existência de uma abertura na parede, que deveria ser fechada, o que foi devidamente realizado. Entretanto, até o momento, não houve mais qualquer atualização sobre a instalação dos aparelhos, sendo que, a cada questionamento, apresenta-se uma justificativa diferente.
Nós, alunos, aguardamos esses equipamentos há anos. Além de enfrentarmos os transtornos causados pelo calor excessivo, professores e demais funcionários também padecem com essa situação.
É inadmissível que uma instituição de ensino, responsável pela aplicação de provas e exames de nível nacional, não disponha de climatização adequada, impondo um ambiente quase punitivo aos alunos e demais participantes da comunidade escolar.
Esperamos que a Secretaria de Educação do Estado tome providências com celeridade, uma vez que o descaso atual prejudica toda a comunidade acadêmica.
A redação ouviu profissionais dos dois colégios, que disseram aguardar providências urgentes da Secretaria de Estado de Educação (SEEDUC-RJ).






