Um novo levantamento do Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf) revela um cenário preocupante para a educação brasileira: o combate ao analfabetismo funcional não apresentou avanços significativos entre 2018 e 2024.
O Inaf define como analfabeto funcional aquele que não possui as habilidades mínimas para compreender e utilizar a informação escrita e numérica em atividades cotidianas. A pesquisa, realizada entre dezembro e fevereiro com uma margem de erro estimada entre dois e três pontos percentuais, simulou situações reais para avaliar o nível de alfabetismo dos participantes.
O estudo, que avaliou 2.554 pessoas entre 15 e 64 anos, demonstra que uma parcela considerável da população ainda enfrenta dificuldades em realizar tarefas básicas que envolvem leitura e interpretação de informações simples do cotidiano, como ler um número de telefone, o endereço de uma casa ou o preço de um produto.
Entre 2018 e 2024, o Brasil não avançou no combate ao analfabetismo funcional, segundo o Inaf. Mesmo com ensino superior, 12% são analfabetos funcionais. A crise na EJA e a baixa aprendizagem são apontadas como causas. Analfabeto funcional não consegue realizar tarefas simples de leitura e interpretação.
A maioria dos brasileiros está no nível elementar de alfabetismo (36%), enquanto 35% têm nível consolidado. No mercado de trabalho, 27% são analfabetos funcionais. Houve queda nas matrículas e investimentos na EJA. O analfabetismo digital também é um desafio, afetando inclusive alfabetizados proficientes. Especialistas pedem políticas públicas urgentes para reverter essa estagnação.






