Os consumidores brasileiros devem se preparar para um peso maior no orçamento doméstico este ano. Segundo projeções da consultoria Thymos Energia, o reajuste médio das tarifas de energia elétrica no Brasil será de 7,64% em 2026. O índice representa quase o dobro da inflação oficial prevista pelo mercado financeiro (IPCA), que atualmente está estimada em 3,99% pelo Boletim Focus do Banco Central.
O cenário é ainda mais desafiador para clientes de determinadas concessionárias, onde o aumento pode chegar a ser o triplo da inflação. Esse descompasso entre o custo da energia e o índice geral de preços pressiona o poder de compra das famílias e os custos operacionais de empresas em todo o país.
Por que a tarifa sobe tanto?
De acordo com a análise técnica da Thymos, três fatores principais sustentam essa tendência de alta:
-
Custos de Geração: O aumento nos custos para produzir energia, influenciado por contratos de longo prazo e variações sazonais.
-
Perdas Elétricas: O alto volume de perdas não técnicas, que incluem furtos de energia (os chamados “gatos”), cujo custo é rateado entre os consumidores adimplentes.
-
Subsídios (CDE): O crescimento contínuo da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Este fundo paga diversos subsídios do setor e é abastecido por uma cota cobrada diretamente na conta de luz de todos os brasileiros.
Maiores e menores reajustes estimados
O impacto será sentido de forma desigual pelo país, dependendo da área de concessão de cada distribuidora:
| Distribuidora | Reajuste Estimado (Alta) |
| Neoenergia Pernambuco | +13,12% |
| CPFL Paulista | +12,50% |
| Enel Ceará | +10,66% |
Por outro lado, algumas regiões podem registrar deflação tarifária, como é o caso da Neoenergia Brasília (-3,73%), da Amazonas Energia (-1,72%) e da Equatorial Piauí (-0,83%), que apresentam as menores estimativas de reajuste para o ano.






