Na segunda-feira, 4 de novembro de 2024, o dólar registrou uma queda expressiva de mais de 1%, encerrando o dia cotado a R$ 5,78. A desvalorização da moeda norte-americana foi motivada pela expectativa de cortes de gastos públicos pelo governo brasileiro, em uma tentativa de melhorar o cenário fiscal do país. A promessa de medidas de ajuste despertou otimismo entre os investidores, que veem a possibilidade de um controle mais rigoroso das contas públicas.
O impacto desse cenário positivo foi refletido no mercado de ações. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira B3, subiu 1,87%, alcançando 130.514,79 pontos no fechamento. A valorização abrangeu uma série de setores, especialmente bancos e commodities, beneficiados pelo clima favorável de expectativas em torno das medidas fiscais e das condições internacionais. O volume de negócios somou R$ 19,4 bilhões, o que inclui o efeito do novo horário estendido de funcionamento do pregão.
No panorama internacional, os investidores acompanham de perto as eleições nos Estados Unidos e a chamada “Super Quarta”, dia em que tanto o Federal Reserve quanto o Banco Central do Brasil irão anunciar suas diretrizes para a política monetária. Essas decisões poderão trazer novas movimentações ao mercado, e muitos aguardam para entender os impactos que elas podem gerar.
A combinação desses fatores – o cenário interno de possíveis cortes de gastos e a expectativa de definições econômicas nos Estados Unidos e Brasil – ajudou a impulsionar o mercado local, favorecendo a queda do dólar e o aumento do Ibovespa.






