Editorial

Passada ressaca das festas de fim-de-ano, ainda ecoa em nosso pensamento as centenas e talvez, milhares de manifestações de “Feliz ano Novo”, estamos reiniciando nossa jornada, com objetivos semelhante ao da mitológica ave Fênix, que renasse das cinzas, para seguir sua vida.
Ao contrário de outros segmentos da economia, os jornais impressos do interior, e, não somos a exceção, também são levados ao limite a cada período entre dezembro e março, do calendário gregoriano, quando somos deixado ao limbo pela maioria dos clientes, principalmente, de órgão públicos, quando trocam de comando e, por experiência de mais de quatro décadas, nos sentimos como a fênix, quando a ave sentia a morte a aproximar-se e, construiria uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas se auto-imolava.
Da mesma forma, estamos acostumados a aproveitar essas “cinzas” para reerguer-mos, cada um a seu modo para apresentar uma nova missão, colocando piedosamente os restos da nossa empresa progenitora.
Falando apenas em nosso nome, contabilizamos nossos esforços do ano que se foi e, simboicamente, preparamos um arquivo, onde, a exemplo da ave egípcia, prepararmos uma pira funerária, onde depositamos nossa fé no reerguimento no ano seguinte.
Segundo a mitologia, a fênix, quando morria, entrava em auto-combustão e, passado algum tempo, ressurgia das próprias cinzas. Assim, também fazemos ao virar de cada ano e também nos assemelhamos em outras características da fénix, que demonstra seu poder de reação ao garantir que é sua força, que lhe permite carregar cargas muito pesadas enquanto voa, para finalmente, poder-se transformar numa ave de fogo, que em nosso caso, comprovado por esse longo tempo de sobrevivência, voltarmos ao combate e resistência, refirmando nosso objetivo.
Neste ano de 2025, nossos leitores, anunciantes e seguidores, pelas redes sociais, estarão diante de um jornal mais dinânimico, já concluindo seu projeto de conquistar o jornalismo em tempo real (online) com a plataforma na web, (www.afolhadepadua.com.br), no Instagram e a manutençao ativa em outras redes sociais.
No campo pessoal de cada um de nós que vencemos o ano de 2024, independentemente, se concretizamos ou não as expectativas, devemos iniciar este novo ciclo dos próximos dozes meses, com a mesma filosofia da ave egípcia, fazendo-nos renascer para enfrentar o que nos espera com altivez e resiliência, pois temos todos, a missão de realizar os anseios nosso e os que nos foram depositados e, esse ritual humano de desejar as boas novas, é apenas uma retórica de civilidade, porque sempre identificamos os que nos querem bem e os que sofrem com a etmologia da palavra que designa a ave inspiradora, é atestada provavelmente significando a ‘palmeira’. Essa palavra é provavelmente um empréstimo de uma palavra semítica ocidental para o corante de garança, feito de Rubia tinctorum. A palavra “fenício” parece ter a mesma raiz, significando ‘aqueles que trabalham com corantes vermelhos’.
O paralelismo simbólico de ressurgimento e imortalidade dessa ave também pode estar associado a termos e simbolismos solares das mitologias fenícia e egípcia.
Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria de tamanho igual ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a fénix viveria exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que o seu ciclo de vida era de 97 a 200 anos.
A longa vida da fénix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual e os gregos parecem ter-se baseado em Bennu, da mitologia egípcia, representado na forma de uma ave acinzentada semelhante à garça, hoje em vias de extinção, que outrora habitou o Egito.
Cumprido o ciclo de vida do Bennu, ele voaria a Heliópolis, pousaria sobre a pira do deus Rá, atearia fogo ao seu ninho e deixar-se-ia consumir pelas chamas, para no final renascer das cinzas.
Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que a fénix viveria nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida.
O imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de fénix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma fénix, mas foi assassinado pouco tempo depois.
Atualmente os estudiosos crêem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Na arte cristã, a fénix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.
E, nós, vamos tentar repetir essa inspiradora ave, para garantir aos nosso leitores, que, caso as mensagens recebidas foram, de fato, um gesto efetivamente verdadeiras, honraremos a dedicação e vamos juntar as cinzas de 2024, para, quem sabe, estender nossa sobrevivência enquanto a chama do jornalismo não se apagar em nós.
O Editor
Fontes: ABW • CAPES (Abril de 2017)

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