EJA em declínio: Brasil perde mais de 600 mil alunos em 4 anos

Um levantamento do Censo Escolar, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta quarta-feira (9), revela um cenário preocupante para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil. Nos últimos quatro anos, a modalidade de ensino perdeu mais de 600 mil alunos, um declínio significativo que coloca em risco o acesso à educação básica para milhões de brasileiros.

Em 2024, o país registrou cerca de 2,319 milhões de estudantes matriculados na EJA, uma queda de 198 mil em relação ao ano anterior. Em 2020, esse número ultrapassava os 3 milhões, evidenciando a gravidade da evasão escolar. Os dados são ainda mais alarmantes quando considerados no contexto em que quase um terço da população brasileira não concluiu o ensino básico.

A pesquisa do Inep, principal instrumento de coleta de informações da educação básica no Brasil, destaca a urgência de medidas para reverter esse quadro. A EJA desempenha um papel fundamental na inclusão social e na qualificação profissional de jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de concluir seus estudos na idade adequada. A redução no número de matrículas representa um retrocesso no combate à desigualdade e na promoção do desenvolvimento do país.

O Ministério da Educação (MEC) ainda não se pronunciou sobre as possíveis causas desse declínio e as estratégias para enfrentar o problema. No entanto, especialistas apontam para a necessidade de investimentos em infraestrutura, valorização dos profissionais da educação e a criação de programas que incentivem a permanência dos alunos na EJA.

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