Governo federal propôs ao Congresso o corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família para controle de despesas

O governo federal propôs ao Congresso corte de R$ 7,7 bilhões no Bolsa Família para 2025, enquanto amplia o Auxílio-Gás em R$ 3 bilhões e aumenta as despesas previdenciárias em R$ 8 bilhões.

A justificativa apresentada pelo relator do Orçamento, senador Ângelo Coronel (PSD-BA), é a necessidade de “sanear” o programa, eliminando beneficiários irregulares. A decisão é vista como impopular, mas necessária para ajustes fiscais, segundo o governo.

O Orçamento deveria ter sido aprovado no ano passado, mas disputas entre Legislativo e Judiciário sobre a liberação de emendas parlamentares travaram a votação. Outro ponto de destaque é a indefinição sobre o financiamento do programa Pé-de-Meia.

Apesar da decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) determinando a inclusão de recursos no Orçamento, apenas R$ 1 bilhão foi reservado, enquanto o custo total estimado chega a R$ 10 bilhões.

A expectativa é que o relatório final do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) seja publicado até domingo, com as discussões na Comissão Mista de Orçamento previstas para a próxima semana e a votação no Congresso programada para o dia 19 de março.

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