Uma proposta incluída na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, em tramitação no Congresso Nacional, pode gerar um custo significativo aos cofres públicos. A alteração do nome da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para “Polícia Viária Federal” é defendida pelo governo para expandir o escopo de atuação da corporação, que passaria a abranger o policiamento ostensivo em ferrovias e hidrovias, além das rodovias. No entanto, essa mudança pode custar mais de R$ 250 milhões.
A troca de nomenclatura exigiria a criação de um novo layout de marca e sua aplicação em todos os elementos visuais da corporação, desde fardamentos até a pintura de viaturas e aeronaves. Estima-se que a pintura de um único helicóptero possa custar até R$ 250 mil, enquanto a substituição dos uniformes para os cerca de 13 mil policiais representaria um gasto adicional de mais de R$ 80 milhões.
Apesar de ser favorável à PEC, a categoria da PRF tenta negociar no Legislativo para manter o nome original da instituição. O argumento principal é que a PRF está próxima de completar 100 anos em 2028, e a identidade do nome atual é fortemente consolidada.
O texto da PEC está atualmente em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, sob a relatoria do deputado Mendonça Filho (União-PE). A previsão é que a votação na CCJ ocorra ainda neste mês. Após a aprovação nessa comissão, o próximo passo será o encaminhamento para uma comissão especial.






