Uma grande operação foi deflagrada nesta quarta-feira (21) pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para investigar um suposto cartel no setor de transporte público. A ação mira possíveis fraudes em licitações que teriam ocorrido em diversas cidades de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, com atenção especial para os municípios de Juiz de Fora (MG) e Três Rios (RJ).
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em seis cidades: Juiz de Fora, Belo Horizonte, Viçosa, Ervália, Paracatu, todas em Minas Gerais, e Três Rios, no Rio de Janeiro. Entre os alvos da operação estava a garagem do Consórcio Via JF, responsável pelo transporte coletivo em Juiz de Fora. A empresa declarou que ainda não teve acesso aos autos da investigação, mas que está à disposição para colaborar com as autoridades.
A Prefeitura de Juiz de Fora informou ter tomado conhecimento da operação apenas através da imprensa e ressaltou que não é parte do caso.
Segundo o MPMG, a investigação teve início a partir de um relatório interno e está sob a responsabilidade da 22ª Promotoria de Justiça de Juiz de Fora, atuando em conjunto com o Cade. Além de Juiz de Fora e Três Rios, outras cidades estão sob investigação, incluindo Betim, Divinópolis, Governador Valadares, Contagem e Poços de Caldas.
A operação contou com a participação de um grande contingente, mobilizando 35 profissionais do Cade, 12 membros do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), 10 policiais civis, 20 militares e 5 promotores de justiça.
Após a conclusão da investigação, o Cade tem a prerrogativa de arquivar o caso ou aplicar severas penalidades. As multas podem variar entre 0,1% e 20% do faturamento bruto das empresas envolvidas, ou de R$ 50 mil a R$ 2 bilhões para pessoas físicas consideradas culpadas. As provas coletadas serão analisadas pela Justiça de Minas Gerais, que dará andamento ao processo.






