A ferramenta de pagamentos instantâneos Pix, um dos maiores sucessos do Banco Central do Brasil e que tem atraído a atenção de diversos países interessados em replicar o modelo, está sob escrutínio. Na noite desta terça-feira, 15 de julho de 2025, o governo dos Estados Unidos, a pedido do presidente Donald Trump, anunciou uma investigação contra o Brasil por meio do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).
Embora o documento oficial do USTR não mencione explicitamente o nome “Pix”, ele faz referência a “serviços de comércio digital e pagamento eletrônico”, incluindo aqueles desenvolvidos pelo governo. No contexto brasileiro, o Pix é o sistema proeminente que se encaixa nessa descrição.
A principal preocupação manifestada pelos EUA gira em torno de possíveis práticas desleais que estariam favorecendo os serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo brasileiro. “O Brasil também parece se envolver em uma série de práticas desleais com relação a serviços de pagamento eletrônico, incluindo, mas não se limitando a favorecer seus serviços de pagamento eletrônico desenvolvidos pelo governo”, afirma o USTR no comunicado.
Outro trecho do documento aponta para indícios de que o Brasil estaria se engajando em “uma variedade de atos, políticas e práticas que podem prejudicar a competitividade das empresas americanas que atuam no comércio digital e em serviços de pagamento eletrônico”.
A investigação do USTR levanta questões sobre o futuro do Pix no cenário internacional e como essa ferramenta, que revolucionou a economia brasileira, será percebida em meio a acusações de favorecimento governamental. O Brasil deverá apresentar sua defesa e fornecer informações detalhadas sobre o funcionamento e a regulamentação do sistema de pagamentos.






