Senado analisa projeto que isenta novo dono de veículo de pagar multas do proprietário anterior

Policial rodoviário federal utiliza de radar móvel em ação de fiscalização na Serra do Mar (BR-376), em Guaratuba (PR) Ronda, estacionamento tático e operação de radar portátil controlador de velocidade. Fotos: Fernando Oliveira/PRF

O Senado Federal inicia nos próximos dias a análise do Projeto de Lei 3.509/2024, uma proposta já aprovada pela Câmara dos Deputados que visa proteger o comprador de veículos usados. O texto altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para garantir que infrações cometidas pelo antigo dono, mas lançadas com atraso no sistema, não sejam atribuídas ou cobradas do novo proprietário após a transferência do bem.

Atualmente, é comum que compradores sejam surpreendidos por multas antigas que aparecem no Registro Nacional de Infrações de Trânsito (Renainf) somente após a conclusão do negócio. A nova legislação pretende dar segurança jurídica à transação, deixando claro que o débito deve perseguir quem cometeu a infração, e não o veículo de forma vitalícia.

1. Abrangência da nova regra

A medida proposta não se limita apenas a veículos de passeio de pessoas físicas, estendendo-se também a frotas registradas em nomes de empresas. O projeto traz ainda regramentos específicos para modalidades de crédito:

  • Leasing e Financiamentos: Nos casos de arrendamento mercantil ou alienação fiduciária, o texto determina que as multas devem ser cobradas diretamente da pessoa que estava no uso efetivo do carro no momento da infração.

  • Transferência de Propriedade: Uma vez oficializada a venda, qualquer multa residual ou lançada tardiamente referente ao período anterior à data de transferência será de responsabilidade exclusiva do antigo proprietário.

2. Segurança no mercado de usados

A proposta é vista como um avanço para o setor de proteção e revenda veicular, pois elimina um dos maiores gargalos burocráticos e financeiros nas transferências de propriedade. Se aprovada pelo Senado sem alterações, a matéria seguirá para sanção presidencial, passando a valer em todo o território nacional. A expectativa é que a mudança estimule o mercado de usados, oferecendo mais transparência e menos riscos de prejuízos inesperados para quem adquire um veículo seminovo.

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