Campos dos Goytacazes, RJ – A decisão do governo federal de vetar o Projeto de Lei 1.440/2019, que reconhece o clima semiárido nas regiões Norte e Noroeste Fluminense, gerou forte mobilização política no estado. O projeto, que visa amparar agricultores familiares de 22 municípios que enfrentam longas estiagens, foi proposto pelo então deputado federal e atual prefeito de Campos, Wladimir Garotinho.
O veto presidencial é visto como um obstáculo a uma medida vital para os produtores rurais, que há anos convivem com perdas em suas safras. A principal conquista do PL seria estender aos municípios o Benefício Garantia-Safra, um apoio financeiro de R$ 1.200 pago em até seis parcelas para compensar prejuízos causados por condições climáticas extremas.
Articulação para derrubar o veto
Wladimir Garotinho está articulando a derrubada do veto presidencial. Recentemente, ele se reuniu com o governador Cláudio Castro, prefeitos, lideranças políticas e representantes do agronegócio para fortalecer a mobilização.
O movimento ganhará mais força nesta sexta-feira (15), em uma reunião em Italva. O encontro foi convocado em parceria com o prefeito da cidade e presidente do Consórcio Público Intermunicipal do Norte e Noroeste Fluminense (Cidennf), Léo Pelanca. Já confirmaram presença o senador Carlos Portinho e o secretário especial de Assuntos Federativos, André Ceciliano.
A mobilização tem como inspiração a frase do saudoso senador Darcy Ribeiro, que dá nome à Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf): “Só há duas opções na vida: se resignar ou se indignar. E eu não vou me resignar nunca”.
Reportagem by O Dia. | Foto by Apib.






