Vice-presidente da Fundação Municipal de Esporte (FME) em Campos (RJ), recebe 8.417,12 de salário mensal, mas raramente é visto trabalhando no orgão

Enquanto Campos dos Goytacazes enfrenta a falta de investimentos no esporte, uma situação alarmante chama a atenção: o vice-presidente da Fundação Municipal de Esporte (FME), Sandro Fontes de Moura, nomeado em 1º de março de 2023 com um salário de R$ 8.417,12, raramente é visto cumprindo suas funções na instituição.

De acordo com seu contrato, Moura deveria cumprir uma jornada de 40 horas semanais. No entanto, a realidade parece distante dessa exigência. Empresário e proprietário de uma academia na cidade, ele passa grande parte do dia administrando seu próprio negócio. Além disso, atua como produtor de eventos, o que levanta um questionamento pertinente: quando, de fato, exerce suas funções na FME?

Diante desse cenário, impõe-se uma indagação ao prefeito Wladimir Garotinho: em um momento de reforma administrativa e contenção de despesas, justifica-se a manutenção de um cargo cuja ocupação efetiva é questionável?

Enquanto servidores comissionados recebem altos salários sem comprovar carga horária, trabalhadores contratados pelo Regime de Pagamento Autônomo (RAP), que efetivamente cumprem suas funções, estão sendo demitidos. São profissionais que dependem desse emprego como única fonte de renda, enquanto privilégios parecem ser preservados para poucos.

Reportagem de Campos Expresso, 2025.

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