Em um ato no Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 27 de novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou projetos de lei que propõem a criação de duas iniciativas inéditas: a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte). Os textos foram encaminhados para análise do Congresso Nacional.
Lula afirmou que a medida é um reconhecimento histórico. “Nós estamos apenas abrindo a porta e dizendo: entrem. Esse país é de vocês,” disse o presidente.
🏹 Unind: Reparação Histórica e Saber Intercultural
A criação da Unind é vista como uma reparação histórica e visa suprir uma lacuna na democracia brasileira, reconhecendo os saberes ancestrais.
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Estrutura: Previsão de estrutura multicampi dedicada à formação superior de povos indígenas de todas as regiões, com sede em Brasília.
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Foco Intercultural: Será um espaço de produção de conhecimento intercultural, oferecendo cursos tradicionais (Medicina, Engenharia e Direito) e específicos, como Gestão Territorial, Sustentabilidade Socioambiental, Gestão de Políticas Públicas e Promoção das Línguas Indígenas.
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Metas: A previsão inicial é atender aproximadamente 2,8 mil estudantes indígenas nos primeiros quatro anos, com processos seletivos próprios para garantir a diversidade linguística e cultural.
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Vínculo: A universidade será vinculada aos ministérios da Educação e dos Povos Indígenas.
🥇 UFEsporte: Ciência e Desenvolvimento Competitivo
A UFEsporte será a primeira universidade pública das Américas dedicada exclusivamente ao esporte, resultado da articulação entre os ministérios da Educação e do Esporte.
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Objetivo: Integrar formação acadêmica, qualificação profissional e desenvolvimento do esporte sob uma ótica científica e tecnológica.
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Vanguarda: A iniciativa coloca o Brasil em posição de vanguarda ao reconhecer o esporte como um campo científico, tecnológico, social e econômico, e não apenas como prática competitiva.
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Atletas: A expectativa é dar condições científicas e técnicas para aperfeiçoar o talento dos atletas e formar técnicos e gestores, tornando o país mais competitivo.
A assinatura foi classificada como um “dia histórico” pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e pelo professor universitário indígena Gersem Baniwa, que viu na Unind a “derrubada definitiva da última fronteira da colonização”.
Fonte: Gov.com.






