O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) reforçou o estado de vigilância máxima ao manter o alerta vermelho — que indica “grande perigo” — para uma vasta área do território brasileiro. O aviso, que abrange 1.284 cidades, deve permanecer vigente até a próxima segunda-feira (29), refletindo a gravidade de uma onda de calor histórica.
O fenômeno é intensificado por um vórtice ciclônico de altos níveis, que atua como uma barreira, impedindo a chegada de frentes frias e mantendo o ar seco e extremamente quente estacionado sobre a região.
Áreas em alerta máximo
A zona de risco severo compreende estados onde o índice de calor tem superado as médias históricas de dezembro:
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Sudeste: Abrange a totalidade dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, além do sul de Minas Gerais e sul do Espírito Santo.
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Sul: Norte do estado do Paraná.
Nestas regiões, as temperaturas têm se mantido pelo menos 5 °C acima da média por mais de cinco dias consecutivos, critério técnico que define o alerta de nível 3 (vermelho).
Riscos à saúde e monitoramento
As autoridades meteorológicas e de saúde alertam que a persistência dessas temperaturas extremas, mesmo durante o período noturno, representa uma ameaça direta à integridade física:
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Desidratação Grave: Perda acelerada de líquidos e eletrólitos.
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Insolação: Risco de falha nos mecanismos de resfriamento do corpo.
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Problemas Respiratórios: O calor intenso associado à baixa umidade do ar agrava condições como asma e rinite.
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Sistema Cardiovascular: Esforço extra do coração para manter a temperatura corporal.
Orientações da defesa civil
Com o alerta válido até segunda-feira, a recomendação é de cautela extrema. A população deve evitar atividades físicas intensas em locais abertos e buscar locais sombreados ou climatizados. Em caso de tontura extrema, náuseas ou confusão mental, a orientação é procurar atendimento médico imediato nas unidades de saúde locais.
Fonte: Inmet.






