O analfabetismo funcional se mantém como um problema grave no Brasil, atingindo 29% da população entre 15 e 64 anos. O índice, que é o mesmo de 2018, indica que quase um terço dos brasileiros têm dificuldade em interpretar e usar textos e números no dia a dia.
Segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), o problema é mais comum em pessoas com mais de 40 anos e atinge mais da metade da população com 50 anos ou mais. O relatório também destaca a desigualdade racial, mostrando que o analfabetismo funcional é mais comum entre pessoas pretas, pardas, indígenas e amarelas.
A diretora do Cenpec, Anna Helena Altenfelder, afirma que o problema é histórico e que a lógica de exclusão persiste. “Quem são as crianças que não se alfabetizam? São as mais pobres, negras, indígenas, quilombolas, com deficiência, de áreas rurais ou da periferia dos grandes centros urbanos”, destaca a especialista.
Altenfelder defende que é preciso garantir uma alfabetização de qualidade para todos, como forma de combater a exclusão social.
Fonte: INAF.






