A insatisfação com o serviço de fornecimento de água em Itaperuna atingiu um novo patamar nesta semana. Moradores do município iniciaram uma mobilização digital, por meio de redes sociais e formulários online, para colher depoimentos e formalizar uma denúncia coletiva junto ao Ministério Público (MP) contra a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE).
A iniciativa é liderada pela advogada e moradora do bairro Lions, Milena Dias, que decidiu centralizar as queixas após notar a recorrência de problemas em diversos pontos da cidade. O objetivo é transformar reclamações isoladas em um documento robusto que pressione o órgão ministerial a investigar a qualidade do serviço e as cobranças efetuadas pela companhia.
Em poucas horas de mobilização, dezenas de relatos foram computados, evidenciando três pilares críticos de falha no serviço:
-
Desabastecimento Prolongado: Moradores relatam períodos de 10 a 20 dias consecutivos sem água nas torneiras. A situação compromete atividades básicas de higiene e alimentação em bairros periféricos e centrais.
-
Contas Abusivas: Há registros de aumentos injustificados que variam de R$ 200 em residências a até R$ 1.000 em estabelecimentos comerciais, mesmo durante os períodos em que o abastecimento estava interrompido.
-
Falta de Transparência: Os consumidores criticam a ausência de comunicados claros sobre manutenções preventivas ou falhas no sistema de bombeamento.
A estratégia da denúncia coletiva visa demonstrar a dimensão sistêmica do problema, e não apenas casos pontuais. “Estamos reunindo tudo em um único documento para mostrar a dimensão do problema ao Ministério Público”, explica Milena Dias.
A mobilização busca que o MP exija da CEDAE não apenas a regularização imediata do fornecimento, mas também a revisão das faturas emitidas durante a crise e a apresentação de um plano de investimentos para a malha de distribuição de Itaperuna.






