Um levantamento em tempo real realizado pela TruckPag, empresa especializada em gestão de frotas, aponta que o preço médio do óleo diesel no Brasil disparou para R$ 7,22 nesta quarta-feira (19). O salto é alarmante quando comparado ao final de fevereiro, início dos conflitos no Oriente Médio, quando o combustível custava, em média, R$ 5,74.
Os dados, baseados em mais de 143 mil transações em 4.664 postos (sendo 94% localizados em rodovias), mostram que a variação real nas bombas está ocorrendo de forma muito mais veloz do que os registros oficiais conseguem captar.
Discrepância entre Dados Reais e Oficiais
Embora a Agência Nacional do Petróleo (ANP) tenha registrado um aumento de 11% na última semana, o levantamento da TruckPag indica que a realidade nas estradas já superou essa marca. Essa diferença ocorre porque a ANP coleta dados apenas nos três primeiros dias úteis da semana, gerando um “atraso” na divulgação de variações bruscas que ocorrem entre quarta e sexta-feira.
Raio-X das Altas por Região
O impacto do reajuste não foi uniforme, com alguns estados apresentando subidas extremamente agressivas desde o dia 28 de fevereiro:
| Região | Estado com maior alta | Porcentagem de Aumento |
| Norte | Tocantins | 37,1% |
| Sul | Santa Catarina | 29,9% |
| Centro-Oeste | Goiás | 29,2% |
| Nordeste | Piauí | 28% |
| Sudeste | São Paulo | 27% |
Impacto na Logística
Como cerca de 81,9% das transações monitoradas foram realizadas por caminhões nos últimos 30 dias, o setor de transporte de cargas é o mais atingido. O aumento de quase R$ 1,50 por litro em menos de um mês inviabiliza fretes já contratados e pressiona diretamente o custo dos alimentos e produtos industrializados que chegam às cidades.






