Estados Unidos oficializa saída da Organização Mundial da Saúde

Nesta quinta-feira, 22 de janeiro de 2026, os Estados Unidos concluíram oficialmente seu processo de retirada da Organização Mundial da Saúde (OMS). A decisão cumpre a promessa feita pelo presidente Donald Trump em seu primeiro dia de mandato, em janeiro de 2025, quando assinou a ordem executiva para encerrar a participação americana no órgão.

A saída ocorre exatamente um ano após a notificação formal, respeitando o prazo regulamentar, mas em meio a um forte impasse financeiro e diplomático. O governo americano sustenta que a organização falhou gravemente na gestão da pandemia de Covid-19 e que o custo para os contribuintes dos EUA era desproporcional em relação a outros países, como a China.

A OMS afirma que os EUA possuem uma dívida pendente de cerca de US$ 260 milhões (referentes ao biênio 2024-2025). O Departamento de Estado americano, no entanto, declarou que não realizará novos pagamentos, alegando que o país “já pagou mais do que o suficiente”. Centenas de funcionários e prestadores de serviço americanos que atuavam na sede em Genebra e em escritórios regionais foram convocados a retornar.

Como os EUA eram os maiores financiadores da agência, o desligamento forçou a OMS a reduzir sua equipe de gestão pela metade e a cortar projetos de assistência em países em desenvolvimento. O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., e o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmaram em nota conjunta que os EUA focarão agora em acordos bilaterais diretos com outras nações, abandonando o modelo de governança global da saúde da ONU.

Especialistas em saúde pública alertam que a retirada americana pode comprometer a vigilância global sobre novas variantes de doenças e atrasar programas de erradicação, como o da poliomielite. Por outro lado, a China já anunciou um aumento significativo em seus repasses para a organização, o que deve ampliar a influência de Pequim sobre as prioridades globais de saúde nos próximos anos.

Atualmente, discute-se no cenário internacional a criação de um órgão de saúde alternativo, ideia que tem sido ventilada em conversas entre o governo americano e aliados como o presidente da Argentina, Javier Milei.

Fonte: O Globo. Foto by UOL.

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