O Governo do Estado do Rio de Janeiro oficializou, nesta quinta-feira (22), o lançamento do Programa Sentinela, considerado o maior projeto de monitoramento por câmeras da América Latina. Com um investimento estimado em R$ 2 bilhões, a iniciativa prevê a instalação de mais de 200 mil câmeras inteligentes em todos os 92 municípios fluminenses. O objetivo central é integrar as forças de segurança, prefeituras e órgãos estaduais para ampliar o controle territorial e a agilidade nas investigações policiais.
O sistema utilizará tecnologias de ponta, como reconhecimento facial, leitura automatizada de placas (LPR) e análise de comportamento por inteligência artificial. Segundo o governador Cláudio Castro, os primeiros equipamentos serão instalados como projetos-piloto em Copacabana, na Zona Sul da capital, e em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, com operação prevista para começar ainda no primeiro semestre de 2026.
O programa contará com 182 centros de controle espalhados pelo estado, conectando dados da Polícia Civil, Polícia Militar, Bombeiros, Detran e guardas municipais. Além da capital, seis centros regionais de comando serão instalados em cidades polo: Campos dos Goitacazes, Volta Redonda, Petrópolis, São Gonçalo e Duque de Caxias.
Para a Polícia Civil, o sistema representa um avanço na elucidação de crimes como roubos de carga e homicídios, permitindo o rastreamento instantâneo de rotas de fuga. Embora o foco seja a segurança, as câmeras também auxiliarão no ordenamento urbano, monitoramento de áreas de risco em encostas e na gestão do trânsito.
O financiamento do projeto será composto por diversas fontes, incluindo o orçamento estadual e o Fundo Soberano. A licitação para a compra dos equipamentos e serviços de manutenção deve ser aberta em fevereiro, com homologação prevista para março de 2026. O programa também prevê a adesão voluntária de estabelecimentos comerciais e condomínios, que poderão integrar suas câmeras privadas ao cerco eletrônico do Estado.
A implementação total do sistema não tem um prazo final definido devido à sua complexidade, mas a expectativa é que a rede alcance plena conectividade até o final de 2027, fortalecendo a rede de inteligência que já conta com câmeras corporais em policiais e viaturas monitoradas por GPS.
Fonte: Governo do RJ.






