A cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, enfrenta uma crise humanitária sem precedentes após ser atingida por tempestades severas. A prefeitura decretou estado de calamidade pública nesta terça-feira (24), confirmando a morte de ao menos 14 pessoas em decorrência de deslizamentos de terra, enchentes e o transbordamento do Rio Paraibuna.
O volume de precipitação registrado quebrou todos os recordes históricos do município. Até a meia-noite, o acumulado de chuva atingiu os 584 milímetros, o que torna fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso da história de Juiz de Fora. Este valor representa quase quatro vezes a média histórica esperada para todo o mês.
Ainda, o cenário de destruição se estende a outras cidades da Zona da Mata:
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Ubá: Pluviômetros registraram chuvas acima de 150 mm nas últimas horas.
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Inundações: A situação é considerada crítica na área central de Ubá, com múltiplos pontos de alagamento causados pelo transbordamento do Rio Ubá.
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Monitoramento: Autoridades recomendam que a população acompanhe atualizações em tempo real para as regiões da Zona da Mata, Campo das Vertentes e Alto Paraopeba.
As equipes de resgate da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros trabalham ininterruptamente na busca por desaparecidos e na evacuação de áreas de risco. A orientação é que moradores de encostas e margens de rios busquem abrigos seguros imediatamente diante de qualquer sinal de instabilidade no terreno ou subida do nível das águas.






