A Justiça de Londres decidiu, nesta sexta-feira, 14 de novembro, que a mineradora BHP Billiton é legalmente responsável pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), ocorrido em 2015. Esta decisão representa um momento crucial na maior ação ambiental já julgada pela Justiça britânica.
O processo legal é movido pelo escritório internacional Pogust Goodhead em nome de mais de 600 mil atingidos, que incluem moradores de 31 municípios, empresas e comunidades indígenas localizadas ao longo da bacia do Rio Doce.
A ação tramita desde 2022, tendo sua primeira fase de julgamento, dedicada aos depoimentos, ocorrido entre outubro de 2024 e março de 2025.
O Caso
O desastre de Mariana ocorreu em 5 de novembro de 2015, com o rompimento da barragem de Fundão, operada pela Samarco (uma joint venture da Vale e da BHP Billiton), em Minas Gerais.
O Impacto da Tragédia
O evento liberou cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério que devastaram o subdistrito de Bento Rodrigues e percorreram mais de 650 km pelo Rio Doce, atingindo o Espírito Santo e o Oceano Atlântico.
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Vítimas: O desastre causou a morte de 19 pessoas e afetou diretamente cerca de 600 mil pessoas ao longo da bacia do rio.
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Dano Ambiental: Resultou na maior tragédia ambiental do Brasil, com a contaminação em massa do Rio Doce e a destruição da fauna e flora locais.
Desdobramentos Atuais
O desastre gerou a criação da Fundação Renova para ações de reparação, mas o processo tem sido lento e alvo de críticas. Recentemente, a Justiça de Londres responsabilizou a mineradora BHP Billiton pelo rompimento, em uma ação judicial que busca indenização para os mais de 600 mil atingidos, reforçando a busca internacional por justiça e reparação.
Fonte: CBN, 2025.






