Pesquisadores da UnB desenvolvem equipamento inovador para tratar o “pé diabético” e evitar amputações

Um grupo de pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB), coordenado pela professora de engenharia biomédica Suélia Rodrigues, desenvolveu um equipamento inovador chamado Projeto Rapha, que promete revolucionar o tratamento do “pé diabético” no Brasil.

O dispositivo é capaz de acelerar a regeneração de tecidos em pacientes com feridas crônicas, combatendo uma das complicações mais graves do diabetes, que causa cerca de 50 mil amputações por ano no país.

O equipamento combina lâminas de látex com emissores de luz LED, permitindo que o tratamento das úlceras nos pés seja feito de maneira simples e segura tanto em hospitais quanto em casa.

A pesquisadora Suélia Rodrigues explica que o projeto nasceu de sua tese de doutorado, que descobriu as propriedades do látex para estimular a regeneração tecidual.

O Rapha, nome inspirado em São Rafael (o anjo da cura), foi desenvolvido para ser acessível, de fácil uso e com componentes nacionais, incluindo bioativos extraídos da seringueira brasileira, o que fortalece a agricultura familiar.

A fabricação ficará a cargo da empresa parceira Life Care Medical, que já obteve certificação do Inmetro. A expectativa é que o dispositivo chegue ao mercado ainda neste semestre, após a aprovação da Anvisa.

A médica Camille Rodrigues da Silva destacou que o diferencial do Rapha é a combinação de eficiência e acessibilidade: “A úlcera do pé diabético é a principal causa de amputação nessa população, e os tratamentos disponíveis são caros e pouco eficazes. O Rapha chega para democratizar o acesso a uma tecnologia capaz de transformar vidas.”

Fonte: Terra Fatos.

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