Uma investigação conjunta entre a Polícia Federal e a Polícia Civil apura o desaparecimento de R$ 1,35 milhão de uma conta da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Cantagalo. O caso, que corre sob sigilo há cerca de dez dias, tornou-se público durante a sessão ordinária da Câmara Municipal realizada na última quinta-feira (9).
O montante estava depositado em uma conta vinculada ao Banco do Brasil. De acordo com o vereador Bernardo, o setor jurídico da prefeitura classificou o episódio inicialmente como um “golpe cibernético”. No entanto, informações extraoficiais indicam que o valor teria sido retirado por meio de diversas transações distintas, o que gera questionamentos sobre a segurança e o controle das movimentações financeiras do município.
Falta de transparência gera críticas no Legislativo
A condução do caso pelo Poder Executivo foi alvo de duras críticas por parte dos parlamentares presentes na sessão. O presidente da Câmara, Ocimar, demonstrou indignação com a falta de comunicação oficial da prefeitura aos vereadores, ressaltando que o episódio foi mantido oculto inclusive de parlamentares da base aliada.
A demora em tornar o fato público levantou debates sobre ética, responsabilidade institucional e transparência na gestão dos recursos públicos. Para os vereadores, o silêncio do governo municipal diante de um rombo dessa magnitude demonstra desrespeito com a população de Cantagalo.
Até o momento, os detalhes sobre a dinâmica do suposto desvio e os possíveis responsáveis permanecem preservados pelas autoridades policiais.
O caso segue sendo acompanhado de perto pela Câmara Municipal, que aguarda esclarecimentos técnicos para entender se houve falha de segurança bancária ou envolvimento interno no desaparecimento dos recursos destinados à assistência social da cidade.






