A partir desta quinta-feira, 1º de janeiro de 2026, entra em vigor o novo reajuste das alíquotas do ICMS sobre os combustíveis em todo o Brasil. A decisão foi aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão que reúne os secretários de Fazenda dos estados e do Distrito Federal, além de representação do governo federal.
O aumento marca o segundo ano consecutivo de elevação do tributo estadual sob o modelo de alíquota fixa por litro (ad rem).
Detalhes do reajuste nas bombas
Os novos valores do imposto estadual impactarão diretamente o consumidor final. Confira as mudanças:
-
Gasolina: O imposto sobe R$ 0,10 por litro, passando de R$ 1,47 para R$ 1,57 (um aumento de 6,8%).
-
Diesel: O tributo terá acréscimo de R$ 0,05 por litro, atingindo o valor de R$ 1,17.
Impactos econômicos e inflação
Analistas de mercado alertam que o encarecimento dos combustíveis gera um efeito cascata em diversos setores da economia brasileira. Entre as principais preocupações estão:
-
Logística e Fretes: O aumento do diesel impacta diretamente o custo do transporte rodoviário de cargas.
-
Preço dos Alimentos: Com o frete mais caro, produtos essenciais que dependem de distribuição nacional podem sofrer repasses de preços nos supermercados.
-
Inflação: O ajuste tributário ocorre em um cenário de pressão inflacionária, dificultando o controle do custo de vida para as famílias.
Contexto político
O reajuste tem sido alvo de críticas por parte de motoristas e setores produtivos, que apontam para o aumento da carga tributária em um momento de fragilidade econômica. Embora o ICMS seja um imposto estadual, a articulação no Confaz envolve discussões sobre a arrecadação pública e o equilíbrio fiscal, gerando debates sobre as promessas de controle de preços e proteção ao poder de compra da população.
Fonte: Agência Brasil.






