STJ proíbe prefeitos de usar redes sociais pessoais para divulgar ações do governo

Fachada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) durante cessada do pleno que pode julgar a prisão do ex-Jogador. Robinho, condenado por estupro, na Itália. | Sérgio Lima/Poder360 - 20.mar.2024

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu que prefeitos que usam suas redes sociais pessoais para divulgar ações da administração municipal podem ser punidos por improbidade administrativa. A prática é considerada uma forma de promoção pessoal com o uso de recursos públicos.

A decisão foi reforçada após um caso que envolvia o ex-prefeito de São Paulo, João Doria, acusado de usar verba pública para divulgar um programa da prefeitura em seus perfis pessoais.

O que a lei diz sobre isso?

O STJ enfatizou que a publicidade do governo deve ter apenas caráter educativo, informativo ou de orientação social, como previsto na Constituição Federal. É proibido vincular a imagem, nome ou símbolos de uma pessoa pública.

Casos semelhantes já foram registrados em outras cidades, onde gestores foram denunciados por usar suas redes pessoais para promover obras e programas da prefeitura.

Como a comunicação deve ser feita?

O tribunal deixou claro que a comunicação oficial do governo deve ser feita apenas pelos canais institucionais da prefeitura. Além disso, o STJ alertou que gastos muito altos com publicidade, quando maiores do que o investimento direto em políticas públicas, podem ser um sinal de que o gestor busca apenas a autopromoção.

No interior do Rio de Janeiro, onde essa prática é comum, a orientação é clara: prefeitos devem separar suas redes pessoais das ações do governo para evitar sanções e processos judiciais.

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