Conferência em Angra dos Reis promove debate sobre políticas públicas para mulheres

Angra dos Reis, RJ – Com o objetivo de impulsionar a participação feminina no mercado de trabalho e fortalecer as políticas públicas voltadas para as mulheres, o Conselho Municipal de Direitos e Políticas para Mulher (CMDPM) de Angra dos Reis promoveu na última sexta-feira (25) a IV Conferência Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres. O evento, que contou com o apoio da prefeitura, reuniu importantes personalidades e debates cruciais para o avanço da pauta feminina na região.

Entre os nomes de destaque presentes, estavam a deputada estadual Célia Jordão, que atua ativamente na região da Costa Verde na Alerj, a primeira-dama de Paraty, Maria da Graça, e a coordenadora da Mulher de Paraty, Marly Cardoso.

Célia Jordão enfatizou a urgência de discutir os desafios que permeiam o crescimento da presença feminina na sociedade. “Nós temos que nos debruçar muito no combate à violência contra a mulher, que vem crescendo muito. Os índices no Estado do Rio são alarmantes”, destacou a deputada. Ela também ressaltou a importância de fortalecer o empreendedorismo feminino, considerando-o um caminho fundamental para a autonomia financeira, o conhecimento e a formação profissional que empoderam as mulheres.

As discussões na conferência também apontaram para a necessidade de escuta ativa e diálogo como ferramentas essenciais na construção de políticas públicas eficazes. A secretária municipal Thaísa Bedê afirmou que “Angra dos Reis abraçou a voz das mulheres, justamente porque entende que as políticas públicas têm que ser fortalecidas diariamente”.

Paula Loureiro, delegada da Polícia Civil do Rio de Janeiro e ex-gestora das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) de Angra e Nova Friburgo, salientou a importância de ampliar a rede de apoio às mulheres vítimas de violência. A delegada também provocou uma reflexão sobre a necessidade de desconstruir padrões sociais: “O que a gente precisa desconstruir com nossos filhos, nossos sobrinhos e nossos netos é que casar e ter filhos não é a única sina das mulheres. Hoje uma das principais causas da violência contra a mulher é a dependência financeira. Precisamos reverter esse cenário”, concluiu.

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