Após a descoberta de um esquema de fraude que desviou mais de R$ 6 bilhões do INSS desde 2019, o governo federal suspendeu todos os convênios com sindicatos e associações que operavam descontos nas contas de aposentados e pensionistas. Ao todo, 11 entidades estão sendo investigadas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União.
Entre as organizações na mira, destacam-se a Contag, com atuação desde 1994, e o Sindnapi-Força Sindical, liberado para operar em 2014. Outras entidades, como Ambec, Conafer, AAPB e UNASPUB, foram incluídas posteriormente. A decisão de suspender os convênios visa interromper a sangria nos cofres públicos e permitir uma apuração rigorosa dos repasses.
O Sindnapi, um dos que mais ampliaram a arrecadação nos últimos anos — de R$ 88 milhões em 2022 para R$ 149 milhões em 2023 — está no centro da controvérsia. O presidente do sindicato, Milton de Souza Filho, aliado do ministro da Previdência, Carlos Lupi, é investigado. Já o vice-presidente da entidade, Frei Chico, irmão do presidente Lula, não é alvo da operação.
Em nota oficial, o Sindnapi declarou apoio às investigações e defendeu uma apuração rigorosa dos fatos.






